Qual é a importância da Doação de Órgãos?

Convidado pelo Dr. Fabio Atui, o Dr. Luiz Augusto Carneiro D’Albuquerque, professor titular da USP na área do Aparelho Digestivo e diretor do Hospital das Clínicas SP na área de Transplantes de Órgãos Abdominais, afirma que é importante as pessoas manifestarem o desejo de doar órgãos para seus familiares e amigos. “A gente deve informar a nossa decisão, porque quando acontece a tragédia, o envolvimento emocional é muito grande e as famílias não sabem se doam ou não. Se você já manifestou e essa é a sua decisão, o familiar acata em 100%.”, assegura o médico.

Um doador pode beneficiar até quinze ou dezesseis pessoas com os múltiplos órgãos. No entanto, ainda há no Brasil cerca de 45% de negativa familiar. Por isso, seus familiares e amigos precisam saber a sua vontade. “Isso é muito importante e é o principal aspecto, porque só se faz a doação no Brasil se a sua família assinar que vai doar. Mesmo que exista manifestação que você quer doador, se depois que acontecer a morte e não tiver assinatura, nós não poderemos retirar os órgãos. Então, depende sempre da autorização familiar”, explica Dr. Luiz Augusto Carneiro D’Albuquerque.

Outro aspecto destacado pelo Dr. Luiz é a regulamentação no Brasil, que é muito séria e rígida. Segundo ele, o sistema de transplante no país é o segundo maior do mundo, e maior serviço público de transplantes do mundo. “Então, 95% dos transplantes são realizados pelo SUS e isso é motivo de muito orgulho. É uma das poucas coisas que acredito que é integralmente séria no Brasil. Os órgãos são doados ao Estado e existem centrais de transplantes com pessoas muito bem treinadas, que são independentes das equipes que vão transplantar”, elucida o médico.

Dr. Luiz Augusto Carneiro D’Albuquerque ainda esclarece que há uma maneira muito segura de distribuir órgãos. São médicos da Secretaria da Saúde que fazem o transplante. Assim, eles reconhecem e avisam os médicos que podem retirar os órgãos. Além disso, por meio da informatização, a secretaria vê qual paciente está em estado mais grave e quem precisa receber aquele órgão, ou até mesmo por cruzamento genético, de acordo com a compatibilidade. “É uma maneira muito segura de distribuir órgãos, muito séria e muito honesta. Então, acho que a gente pode acreditar no serviço”, completa. Dr. Luiz ainda ainda disse que, quando há a morte cerebral, o paciente já está considerado morto, então é possível doar os órgãos, desde que o coração esteja batendo. Para isso, ele é mantido artificialmente até acontecer a retirada.

Portanto, a doação é fundamental, sem ela não existe transplante. “Se quiser doar, manifeste aos seus familiares e aos seus amigos a sua vontade para que ela possa ser cumprida, quando vier a morte”, solicita Dr. Luiz Augusto Carneiro D’Albuquerque.

O Prof. Dr. Luiz Augusto Carneiro D’Albuquerque é especialista em Transplante de Fígado com doador vivo, se quiser saber mais sobre esse assunto clique aqui.

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Dr Fabio Atui - Cirurgia do Aparelho Digestivo e Coloproctologista

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