Hoje, no Dia Mundial do AVC (Acidente Vascular Cerebral), vamos falar um pouco sobre essa doença que é uma das principais causas de morte no mundo. O derrame cerebral, como também é conhecido, ocorre quando surge um déficit neurológico súbito, provocado por um problema na irrigação do sistema nervoso central.
O AVC pode ocorrer em duas situações:
– Isquêmico: quando há o entupimento dos vasos que levam sangue ao cérebro;
– Hemorrágico: quando há o rompimento dos vasos, provocando sangramento no cérebro.
A deficiência de fluxo sanguíneo para o cérebro impede a boa oxigenação e o aporte de glicose para as células do sistema nervoso, levando à isquemia, ou seja, sofrimento destas células.
Se o fluxo sanguíneo é restabelecido em tempo hábil, essas células podem voltar a exercer suas funções em sua plenitude, caso contrário elas podem ser lesadas definitivamente e assim deixar sequelas ou até mesmo levar à morte do indivíduo.
Por isso, identificar e socorrer rapidamente a pessoa que sofre o AVC é um fator determinante do prognóstico destes pacientes.
Atenção, os principais sintomas são:
– Fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo;
– Alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular, expressar ou para compreender a linguagem;
– Dor de cabeça súbita ou intensa, sem causa aparente;
– Instabilidade, vertigem súbita intensa e desequilíbrio associado a náuseas e vômito.
– Alteração na visão.
O tratamento pode ser dividido em duas fases principais:
– fase aguda: diagnóstico rápido e instituição de medidas que possam reperfundir os tecidos acometidos, ou seja, fazer com que a circulação de sangue volte a acontecer o mais breve possível.
– fase crônica: identificar as conseqüências e minimizar as sequelas.
Dependendo da região do cérebro que é atingida, da extensão das lesões e principalmente do tempo entre o AVC e a instituição do tratamento, ele pode ser de menor intensidade, praticamente sem deixar sequelas, e de maior intensidade, que pode levar as pessoas à morte ou deixá-las dependentes.
Por isso, o tratamento por um equipe multidisciplinar de profissionais da saúde tentando otimizar sua capacidade e impactar o menos possível na sua vida e na dependência deste indivíduo de outras pessoas, é importantíssimo.
As sequelas deixadas pelo derrame cerebral podem ser: alterações comportamentais e cognitivas, dificuldades para falar e se alimentar, constipação intestinal, depressão e outras complicações decorrentes da imobilidade, o que impacta enormemente na vida do indivíduo e de sua família.
Muitos fatores de risco contribuem para o aparecimento da doença. Alguns deles não podem ser modificados, como idade (quanto mais idosa a pessoa é, maior é a probabilidade da pessoa ter AVC). Porém, outros podem ser identificados e tratados. São eles:
– Hipertensão arterial (pressão alta);
– Diabetes;
– Doenças cardíacas;
– Enxaqueca;
– Tabagismo;
– Álcool e drogas;
– Sedentarismo (falta de atividade física).
Dessa forma, é importante ficar atento. Segundo a Organização Mundial do AVC, o derrame cerebral vai afetar 17 milhões de pessoas em todo o mundo somente neste ano e, ao contrário do que se pensa, as mulheres são as maiores vítimas.
À semelhança do que ocorre com doenças cardíacas, o AVC é entendido culturalmente como uma doença que atinge mais os homens. Porém, enquanto um a cada seis homens tem risco de ser vítima da doença ao longo da vida, a proporção é de uma a cada cinco entre as mulheres. Isso acontece porque elas possuem, além dos principais fatores de risco, alguns específicos como a gravidez, o uso de pílulas anticoncepcionais e a reposição hormonal após a menopausa.
E é exatamente por isso que a Campanha Mundial do AVC deste ano é focada nas mulheres com o tema “Eu sou Mulher: o AVC me afeta”. É necessário que todos se cuidem e fiquem atentos com os sinais que o corpo transmite.
Para saber mais sobre a campanha, você pode acessar o site http://www.redebrasilavc.org.br/.
Fique de olho,
Saúde!

